Mulher nos Comandos

Mulher nos Comandos

Aproveitando o ensejo dessa importante data no calendário mundial, a Laluna Host preparou uma matéria especial para você

Não é tão comum a participação das mulheres no mundo tecnológico e são muitos os fatores que se somam para culminar nesse fato, entretanto, algumas conseguem se destacar e ter voz ativa nesse mercado.

Para discutir mais sobre este assunto, entrevistamos a Maria Carolina Bosa, ela tem 21 anos, dentre outras coisas é programadora e trabalha na Diff IT Service, confira!

Laluna Host: Maria, com que idade você descobriu que queria entrar nesta área de Tecnologia da Informação (TI) e de onde surgiu esse interesse?

Maria: Me identifiquei com TI aos 11 anos e meu maior incentivador foi meu pai, ele sempre arrumou o próprio computador e sempre que tinha algum probleminha ele mesmo abria e fazia a manutenção necessária e sempre me explicava tudo que fazia.

Laluna Host: Quando você contou para seus pais que queria trabalhar na área de Tecnologia, qual foi a reação deles?

Maria: Na verdade meu pai já sabia. Quando eu tinha 11 anos ele me matriculou num curso de robótica e gradativamente fui gostando. Depois fui fazendo outros cursos na área como suporte e manutenção, programação e quando vi já estava trabalhando na área e, claro, apaixonada… Já a minha mãe não entendia muito sobre o que eu fazia, mas ela gostava e sempre arrumava algum serviço em casa para que eu resolvesse.

Laluna Host: Quais as principais dificuldades que encontrou no início da sua carreira?

Maria: No início tive dificuldades pela idade, uma vez que era muito nova, mas hoje ainda tenho muitas dificuldades pelo simples fato de que as pessoas acreditam que isso não é um trabalho para mulheres.

Vinicius: Na sua opinião, por que temos menos mulheres neste mundo tecnológico?

Maria: – Acredito que seja por preconceito, machismo. Ainda assim, pondero também que as mulheres não se envolvem muito neste mundo por timidez e, talvez, por acreditar que trabalhar com tecnologia não é coisa para mulher, observamos isto em muitos cenários, mulheres que gostam de games online colocam nick’s de masculinos para jogar, as vezes também por conta do assédio.

Laluna Host: Para finalizar, qual a mensagem que ela gostaria de deixar para as mulheres que que têm o desejo de ingressar neste ramo, mas que hesitam em seguir em frente, por um ou outro motivo?

Maria: Só tenho a dizer que sigam em frente, o mundo precisa das mulheres, não tenham medo de mostrar a todos o poder que nosso cérebro possui. As pessoas querem te ver bem, mas não melhores que elas. Não se deixe levar por comentários e atitudes preconceituosas ou machistas.

Laluna Host: Maria, muito obrigado por sua colaboração e um feliz Dia Internacional das Mulheres.

Vale a pena ressaltar que duas mulheres foram muito importantes no mundo tecnológico:

 

Uma das precursoras das ciências da computação. Seu trabalho esteve relacionado à metodologia de cálculo de uma sequência de números de Bernoulli, sequências de racionais com operações altamente complexas.

O único problema encontrado por Lovelace, na época, é que ela simplesmente não possuía o maquinário necessário para colocar seus estudos à prova. Seu algoritmo, entretanto, foi provado como correto, anos depois de seu falecimento.

ADA LOVELACE

 

 

Primeira mulher PhD em matemática, além de ter sido a primeira almirante da marinha dos EUA. No campo da tecnologia, ela foi uma das criadoras da Linguagem Comum Orientada para os Negócios (COBOL), que é uma linguagem de programação orientada para o processamento de banco de dados comerciais. Sua história mais famosa é a que remonta a popularização do termo “BUG” para indicar problemas em software. Hopper também criou linguagens de programação para o UNIVAC, o primeiro computador comercial fabricado nos Estados Unidos. “É mais fácil pedir perdão do que permissão”, dizia ela.

GRACE HOPPER

 

Reportagem: Vinicius Nascimento

Revisão: André Bem 😮

 

E você? O que da participação das mulheres na tecnologia?

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